Mataram Obama, quer dizer, Osama!


Quase cometi um equívoco, mas foi por deslize ou mera coincidência, pois os nomes são muito parecidos (ou talvez exista algo maior por detrás disso). Mas o fato é que se a notícia “Mataram Obama!” ressoasse no mundo islâmico, penso que a euforia seria a mesma que assistimos nas últimas horas pelo mundo ocidental. O motivo seria a vitória do “bem” e de Allah contra os “infiéis” americanos, como são chamados por boa parte dos adeptos do Islamismo.

Muda-se uma só letra e mudam-se mundos, apesar de mesmos sentimentos. O “diabo” de um, não é o do outro, contudo estão unidos pela força do mesmo Mal enquanto a matança, a vingança, a destruição fazem parte de suas agendas.

As duas realidades são irmãs: o que realmente as une é o ódio gerado, principalmente, por princípios de controle e poder, e que muitas vezes aparecem travestidos de religiosidade e pelo apelo a restauração dos “princípios justos”. Ambos se digladiam pelos mesmos interesses, em lados apostos. Ambos batalham por estabelecer o bem a paz mundial. Parece paradoxal, e é, mas é a pura e nua verdade.

Enquanto o ocidente percebe sua realidade moldada pela tradição judaico-cristã, com certo resquício das “Cruzadas” que objetivavam dominar a terra, eles, por sua vez, percebem seu mundo sob a perspectiva oriental e predominantemente islâmica, produto de uma religião que deseja povoar o globo terrestre nas próximas décadas.

Se emprestássemos nossos óculos uns para ou outros, e tivéssemos a coragem de olhar por eles, por um só minuto que seja, perceberíamos melhor o que está acontecendo. Diante de nós se descortinaria uma verdade que muitos não gostaríamos de ver e que relutamos em aceitar. A luta é a mesma e seus pressupostos não são nada “cristãos”.

O fato é que o amor, o perdão, a bondade, a misericórdia, a humildade e mansidão passam longe dessa triste história que nosso tempo presencia. Não ensinamos e nem aprendemos mais a prática de boas obras em busca de servir o outro, mas lutamos com todas as nossas forças pela prática de obras que sirvam a nós mesmos e sirvam nossos interesses. Tudo errado; tudo ao contrário.

Pensando assim, continuaremos a ver notícias como essas e euforias, uma vez do lado de cá, outra vez do lado de lá; até que o Amor vença. Espero que seja em breve. Espero mesmo.

Rev. Robson Gomes, pastor da Igreja

1 comentário

Gerson Freire

Texto muito bom Robson....parabéns!!

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